Problemáticas Juvenis
Código: 11054
Departamento: DEED
ECTS: 6
Área científica: Ciências da Educação
Total de horas trabalho: 156
Total de horas de contacto: 15

Nesta unidade curricular procura-se, em primeiro lugar, situar o conceito juvenil, analisando a suas evolução numa perspetiva histórica e sociológica, e relação com conceitos afins. Analisa-se ainda a noção de transição para a idade adulta, problematizando os limites da juventude e a sua conceção meramente etária. Seguidamente, trata-se um conjunto de problemáticas que, atualmente e nas sociedades ocidentais, particularmente a europeia e a nacional, mais afetam as populações jovens, com destaque para o emprego, educação e formação, a mobilidade, e a participação cívica. Por fim, analisam-se orientações e políticas juvenis promovidas aos níveis europeu e nacional.

Juventude
Problemáticas
Políticas

Pretende-se que, no final desta Unidade Curricular, o estudante tenha adquirido as seguintes competências: 

1.     Agregar, analisar e interpretar informações sobre questões educativas e sociais pertinentes à juventude;

2.     Dominar linguagens especializadas relacionadas com a juventude;

3.     Demonstrar sentido crítico e compromisso ético;

4.     Compreender e concetualizar fenómenos relacionados com a juventude;

5.     Compreender os processos de desenvolvimento e aprendizagem de indivíduos e grupos na fase juvenil;

6.     Conhecer e avaliar políticas, instituições, sistemas e organismos educativos relevantes para a intervenção educativa junto de jovens;

7.     Adequar a intervenção educativa e formativa a diversos contextos, problemáticas e populações-alvo.

Tema 1: Conceito Juvenil, referentes e abrangência. Neste tema, partindo de conceitos oriundos da sociologia e da psicologia, analisa-se o conceito de juventude e os seus limites, evitando uma visão essencialista, bem como as perspetivas sobre a transição para a vida adulta e os desafios que essa transição representa nas sociedades ocidentais atuais, pautadas pelo alargamento da fase juvenil.

Tema 2: Grandes problemáticas.
Aborda-se algumas das problemáticas que afetam a juventude nas sociedades atuais, e que têm sido alvo de preocupação por parte de instâncias europeias e nacionais, como sejam o emprego, a mobilidade, a participação cívica e diversos riscos específicos deste grupo populacional.

Tema 3: Políticas juvenis e intervenção
Analisa-se e problematiza-se as políticas juvenis ao nível europeu e nacional, salientando as respostas existentes às problemáticas antes analisadas. Questiona-se o papel da intervenção educativa e formativa na resposta às necessidades e prioridades elencadas.

Baltazar, M. S., Ramos, I. J., Rego, C., Dionísio, A. & Lucas, M. R. (2017). Jovens, Migrações e desenvolvimento regional. In. G. P. N. Rocha, R. Lalanda Gonçalves & P. D. Medeiros (Orgs.). Juventudes: Pensar e agir (347-378). V. N. Famalicão: Húmus.

Comissão Europeia (2018). Envolver, ligar e capacitar os jovens: uma nova Estratégia da UE para a Juventude. {SWD(2018) 168 final} - {SWD(2018) 169 final}

Costa Lobo, M., Ferreira, V. S., & Rowland, J. (2015). Emprego, Mobilidade, Política e Lazer. Situações e atitudes dos jovens portugueses numa perspetiva comprada. Lisboa: Instituto de Ciências Sociais.

Ferreira, T., Marinho, L., Vieira, M. M. & Ferreira, V. S. (2019). Políticas municipais de juventude: governança, recursos e apoios. Lisboa: Instituto de Ciências Sociais.

Ferreira, T., Pappamikail, L. & Vieira, M. M. (2017). Jovens NEEF: Mudanças e continuidades no pós-crise. Lisboa: ICS.

Ferreira, T., & Vieira, M. M. (2018). Emprego, empregabilidade e empreendedorismo: as políticas públicas para o emprego jovem. Lisboa: ICS.

Guerreiro, M. D., & Abrantes, P. (2007). Transições Incertas: Os Jovens perante o Trabalho e a Família. Lisboa: CITE. (pp. 39-44).

Kovács, I. (2016). Inserção no mercado de trabalho: percursos de emprego e de vida de jovens. In. G. P. N. Rocha, R. Lalanda Gonçalves & P. D. Medeiros (Orgs). Juventude(s) Novas Realidades Novos Olhares (pp. 43-72). V. N. Famalicão: Húmus.

Machado Pais, J. (1990). A construção sociológica da juventude - alguns pressupostos. Análise Social, XXV(105-106), 139 - 165)

Rowland, J., Ferreira, V. S., Vieira, M. M., & Pappámikail, L. (2014). Nem emprego, nem educação ou formação: Jovens NEEF em Portugal numa perspetiva comparada. Lisboa: Universidade de Lisboa.

Vieira, M. M., Pappámikail, L., Ferreira, V. S., & Rowland, J. (Coords.). (2013). Conhecer para agir: contributos das ciências sociais para o Livro Branco da Juventude. Lisboa: Observatórios do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Vieira, M. M. (2016). Juventude(s) e escolhas de futuro: Do risco ao arriscar. In. G. P. N. Rocha, R. Lalanda Gonçalves & P. D. Medeiros (Orgs). Juventude(s) Novas Realidades Novos Olhares (pp. 183-208). V. N. Famalicão: Húmus.

Resolução do Conselho de Ministros n.º 114-A/2018 - Plano Nacional para a Juventude

E-learning

O regime de avaliação preferencial é o de avaliação contínua, constituída pela realização de 2/3 e-folios (trabalhos escritos em formato digital), ao longo do semestre letivo, e de um momento final de avaliação presencial (p-fólio), a ter lugar no final do semestre, com peso de, respetivamente, 40% e 60% na classificação final. Os estudantes podem, no entanto, em devido tempo, optar um único momento presencial de avaliação, realizando, então uma prova de Avaliação Final (exame) com o peso de 100%.

Filipa.Seabra@uab.pt