Código: 12078
Departamento: DEED
ECTS: 8
Área científica: Ciências da Educação
Total de horas trabalho: 208
Total de horas de contacto: 40

Esta UC visa promover a análise crítica das dimensões organizacionais da escola e a reflexão sobre questões da administração e gestão escolar. Com este propósito, abordam-se quadros teóricos e analisam-se tendências e modelos de administração e gestão escolar e debatem-se, ainda, temáticas e dinâmicas organizacionais relevantes para a compreensão da escola na atualidade.

Visa, igualmente, dotar os estudantes dos conceitos e ferramentas essenciais para a gestão das organizações, em ordem a possibilitar a respetiva aplicação no contexto das organizações escolares.

Cultura e Clima Organizacional 

Teorias e Princípios da Gestão Escolar

Tendências e modelos de administração e gestão escolar

C1 - Reconhecer a importância das dimensões organizacionais da escola

C2 - Identificar as características básicas das organizações

C3 - Identificar e refletir criticamente sobre as dimensões do clima e cultura organizacional

C4 - Realizar estudos de análise crítica sobre os diferentes modelos de gestão escolar

C5 - Escrever sínteses sobre tópicos sobre as organizações escolares e gestão escolar e orientar discussões sobre esses mesmos tópicos, de forma fundamentada

C6 - Problematizar os modos de gestão e administração escolar instituídos

C7 - Identificar tendências no domínio da gestão escolar

C8 - Identificar os diferentes níveis da administração da educação em Portugal e, em particular, identificar o que caracteriza a descentralização da educação

C9 - Identificar e refletir criticamente sobre o processo de autonomia das escolas.

C10 - Identificar os diversos órgãos e respetivas competências, nos diferentes níveis de organização dos estabelecimentos de ensino.

1. A escola como organização

1.1 Conceitos básicos e características da organização escolar

1.2 Cultura e Clima escolar e as suas implicações na gestão escolar e na ação educativa

2. Teorias e Princípios da Gestão Escolar

2.1 Modelos de gestão escolar

a. Modelos formais

b. Modelos democráticos

c. Modelos políticos

d. Modelos subjetivos

e. Modelos ambíguos

2.2 Princípios base da gestão escolar

a. Estratégia e planeamento

b. Gestão do currículo

c. Gestão de Equipas

d. Comunicação e motivação

e. Avaliação e prestação de contas

3. Tendências e modelos de administração e gestão escolar

3.1 Descentralização, autonomia e participação

3.2 Autonomia e gestão das escolas em Portugal

3.3 Quadro político legal da gestão das escolas em Portugal

Afonso, A. J. (2010). Gestão, autonomia e accountability na escola pública portuguesa: breve diacronia. RBPAE, v. 26, n. 1, 13-30. 

Afonso, A. J. (2018). o diretor enquanto gestor e as diferentes pressões e dilemas de prestação de contas na escola pública. Roteiro, ed. especial, 327-344. 

Azevedo, J. (2015). Descentralização administrativa e autonomia da escola: 2015: o Ano em que se dá mais um passo em frente? In Atas do I Seminário Internacional «Educação, territórios e desenvolvimento humano», 90-106, UCP.

Barroso, J. (2005). Políticas Educativas e Organização Escolar. Univ. Aberta. 

Barroso, J. (2006). A autonomia das escolas: retórica, instrumentos e modos de regulação da acção pública. In AAVV, A autonomia das escolas, 23-48. Fundação Calouste Gulbenkian.

Barroso, J. (2018). A educação e a cidade. Conferência proferida no Encontro da Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras na Câmara Municipal de Loures.

Barroso, J. (2018). A transversalidade das regulações em educação: modelos de análise para o estudo das políticas educativas em Portugal, Educação e Sociedade, v. 39, nº 145, out-dez. 2018, 1075-1097. 

Barroso, J. (2018). Descentralização, territorialização e regulação sociocomunitária de educação, Revista de Administração e Emprego Público, nº 4, abril 2018, 7-9. 

Barroso, J. (2022). A autonomia das escolas: uma ficção necessária, In João Barroso, org. Administração e Política Educacional. Um percurso de investigação, 58-87, Capítulo 2. Instituto de Educação 

Bush, T. (2006). Theories of Educational Management. International Journal of Educational Leadership Preparation, 1(2), n2.

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Chiavenato, I (2010). Gestão de Pessoas. 3ª edição. Campus Editora 

CNE (2016). Processos de Descentralização em Educação. Seminários e Colóquios. CNE. 

Estêvão, C. (1998). Gestão estratégica nas escolas. Instituto de Inovação Educacional. 

Everard, K. B.; Morris, G. & Wilson, I. (2004). Effective School Management. 4ª edição. Paul Chapman Publishing. Ltd.

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As metodologias de ensino propostas para esta UC foram estruturadas por forma a assegurar a coerência entre estas, os objetivos de aprendizagem e as competências a adquirir e as metodologias de avaliação. 

Assim sendo, a UC foi delineada com base numa sequência de atividades e sessões que integram fases de trabalho autónomo por parte dos estudantes, com base nos materiais disponibilizados; momentos de interação diversificados, intra-turma, intra-pequenos grupos de estudantes e momentos de interação com o professor. Integrará momentos de aprendizagem autónoma, baseada em recursos diversos (textos, vídeos, casos), de experiências de aprendizagem guiadas pelo professor e de experiências colaborativas.

Considerando o contexto em que esta UC será desenvolvida, com a frequência de estudantes geograficamente dispersos (inclusivamente em zonas horárias distintas), e com uma necessidade de flexibilidade temporal, haverá uma assincronidade contínua ao longo de toda a unidade curricular, proporcionando ao estudante facilidade e flexibilidade no processo de aprendizagem. Ao longo da UC procurar-se-á atender aos modos de apropriação individual dos estudantes e aos ritmos desejáveis de interação entre professor e estudantes e entre os próprios estudantes.

A avaliação das aprendizagens, nesta unidade curricular, terá por base: (1) A avaliação contínua baseada na participação nas discussões em grupo; (2) A avaliação decorrente de pequenas produções/reflexões, individuais ou de grupo; e (3) A realização de um trabalho individual sobre uma temática a definir (entre o estudante e o professor).

A avaliação final da unidade curricular resulta da soma da avaliação contínua (60%) e da avaliação final (40%), de carácter individual.

1. Avaliação Contínua (60%)

Trabalhos individuais e entre pares

Participação nas discussões em fórum.

2. Avaliação Final (40%)

Trabalho final individual

A classificação final da unidade curricular será expressa numa escala de 0 a 20 valores e resulta da soma das classificações obtidas, através da seguinte ponderação: (1) Participação nas discussões 30% (6 Valores); (2) Produções individuais ou de grupo 30% (6 Valores); e, trabalho final 40% (8 Valores). A aprovação no módulo implica uma classificação igual ou superior a 10 valores.

Critérios de Avaliação:

a) Participação nas discussões

As discussões assíncronas possibilitam que cada estudante contribua quando o entender. No entanto, é esperado que cada estudante participe, pelo menos uma vez, em cada uma das sessões organizadas (quer em equipa quer gerais).

b) realização de trabalhos

Tendo por base os textos fornecidos, alicerçados nas leituras efetuadas e na experiência pessoal, os alunos irão efetuar pequenos trabalhos (produções/ reflexões) subordinados à proposta apresentada e devidamente enquadrados nos conteúdos programáticos para o efeito estabelecidos.

Na análise dos trabalhos individuais serão utilizados os seguintes critérios: (1) revela espírito de síntese; (2) evidencia a identificação das ideias nucleares; (3) articula com coerência; (4) mobiliza vários autores na análise; e (5) questiona posições pessoais face às leituras efetuadas.