Temas de Cultura e Religião – Idade Contemporânea
Código: 31121
Departamento: DCSG
ECTS: 6
Área científica: História
Total de horas trabalho: 156
Total de horas de contacto: 15

A presente unidade curricular procurará, a partir da leitura de vários textos especificamente indicados na sala de aula virtual, analisar o processo de transformação da relação da Sociedade com a Religião na Idade Contemporânea, tendo em consideração as questões da secularização e da laicização, no contexto da Modernidade ocidental. É igualmente objeto de estudo e de análise a complexa evolução das relações entre o Estado Português e a Igreja Católica, tanto no período da Primeira República (1910-1926), como durante o Estado Novo (1933-1974), bem como o papel do Estado e a dinâmica das relações inter-religiosas no Portugal Democrático.

Religião
Modernidade e Secularização
Idade Contemporânea
Relações Estado-Igreja em Portugal

  • capacidade de problematizar e de debater conceitos fundamentais para a compreensão da história das religiões na Idade Contemporânea;
  • capacidade de problematizar e de debater a relação entre Modernidade e Religião, tendo em consideração as questões da secularização e da laicização da sociedade ocidental contemporânea;
  • capacidade de problematizar e de debater a evolução complexa das relações entre o Estado e a Igreja Católica em Portugal ao longo do século XX;
  • capacidade de desenvolver e de sustentar historicamente uma argumentação sobre temas de religião, expondo de forma lógica ideias relacionadas com a interpretação dos fenómenos religiosos na sociedade ocidental contemporânea.

Tema 1 - O estudo das religiões no mundo ocidental – breve retrospectiva.
Tema 2 - Os problemas que se colocam para o estudo contemporâneo dos fenómenos religiosos.
Tema 3 - Modernidade e Religião: as questões da secularização e da laicização da sociedade ocidental.
Tema 4 - As relações entre o Estado a Igreja Católica em Portugal. A 1.ª República e a lei da separação do Estado das Igrejas.
Tema 5 - As relações entre o Estado a Igreja Católica em Portugal. O Estado Novo e a complexidade das relações com a Igreja - Da celebração da Concordata com a Santa Sé à emergência de uma oposição católica ao regime.
Tema 6 - O papel do Estado e a dinâmica das relações inter-religiosas no Portugal Democrático.

Nota: A bibliografia base da unidade curricular é constituída por um conjunto amplo de textos, mas de reduzida dimensão em termos de número de páginas. Os textos serão disponibilizados no ambiente da sala de aula virtual em correspondência com a lecionação de cada um dos temas.

ALMEIDA, João Miguel, “A oposição católica ao marcelismo (1968-1974)”, Lusitania Sacra, 2ª série, 16, 2004, pp. 273-293.
CATROGA, Fernando, “Secularização e laicidade: uma perspectiva histórica e conceptual”, Revista de História das Ideias, vol. 25, 2004, pp. 51-127
COUTINHO, José Pereira, “Religiosidade em Portugal: Caracterização, Comparação e Evolução”, Religião e Sociedade, 39 (3), 2019, pp. 58-81.
CRUZ, Manuel Braga da, “As negociações da Concordata e do Acordo Missionário de 1940”, Análise Social, vol. XXXII (143-144), 1997 (4.º-5.º), pp. 815-845.
CRUZ, Manuel Braga da, “A Igreja na transição democrática portuguesa”, Lusitania Sacra, V série, 89, 1996-1997, pp. 519-536.
DIX, Steffen, “O que Significa o Estudo das Religiões: Uma Ciência Monolítica ou Interdisciplinar?”, Revista Lusófona de Ciência das Religiões, Ano VI, n.º 11, 2007, pp. 11-31.
HERVIEU-LÉGER, Danièle Hervieu, O Peregrino e o Convertido. A Religião em Movimento. Lisboa: Gradiva, 2005, pp. 17-63.
MARTINS, Manuel Gonçalves, “O Estado Novo e a Igreja Católica em Portugal (1933-1974)”, in IV Congresso Português de Sociologia, s/l, s/d. (http://www.aps.pt/cms/docs_prv/docs/ DPR462e076ebe701_1.PDF).
MIRANDA, Jorge, “Liberdade Religiosa, Igrejas e Estado em Portugal”, Nação e Defesa, 39, 1986, pp. 119-136.
NETO, Vitor, “Lei de separação do Estado das Igrejas”, in Dicionário de História da I República e do Republicanismo. Lisboa: Assembleia da República, 2014, pp. 630-639.
NETO, Vitor, “A questão religiosa na Primeira República portuguesa”, in A Experiência da Primeira República no Brasil e em Portugal. Coord. Alda Mourão e Ângela Castro Gomes. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2014, pp. 137-157.
PIMENTA, Fernando Tavares, “A Igreja Católica e o Estado Novo na África Portuguesa” in O que há de novo sobre o Estado Novo? Autoritarismos e democracia. Org. Américo Freire, Francisco Martinho, Marco Vannuchi. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2019, pp. 239-260.
RANQUETAT JR., Cesar A., “Laicidade, Laicismo e Secularização: Definindo e Esclarecendo Conceitos”, Revista Sociais E Humanas, 21 (1), 2009, pp. 67-75.
USARSKI, Frank, “História da Ciência da Religião”, Ciberteologia - Revista de Teologia&Cultura, Ano X, n.º 47, pp. 139-150.
VALENTE, David, "As relações Igrejas-Estado em Portugal antes e depois do 25 de Abril de 1974", Lusutopie, 1999, pp. 271-275.
 
Bibliografia complementar:
CATROGA, Fernando, O céu da memória: cemitério romântico e culto cívico dos mortos em Portugal (1756-1911). Coimbra: Minerva, 1999.
DELUMEAU, Jean, As grandes religiões do mundo, 3ª ed. Lisboa: Editorial Presença,2002 (1ª ed. 1997).
ELIADE, Mircea, O sagrado e o profano. A essência das religiões. Lisboa: Edição"Livros do Brasil", 1999 (1ª ed. original em francês 1957).

E-learning

O regime de avaliação preferencial é o de avaliação contínua, constituída pela realização de 2/3 e-folios (trabalhos escritos em formato digital), ao longo do semestre letivo, e de um momento final de avaliação presencial (p-fólio), a ter lugar no final do semestre, com peso de, respetivamente, 40% e 60% na classificação final. Os estudantes podem, no entanto, em devido tempo, optar um único momento presencial de avaliação, realizando, então uma prova de Avaliação Final (exame) com o peso de 100%.

Capacidade de ler em inglês e francês poderá ser útil.