Sociologia do Trabalho
Código: 41121
Departamento: DCSG
ECTS: 6
Área científica: Sociologia
Total de horas trabalho: 156
Total de horas de contacto: 15

Nesta unidade curricular, pretende-se delinear o conceito de trabalho e emprego nas sociedades contemporâneas, delimitar o campo teórico e problemático da sociologia do trabalho e questionar a atividade profissional dos sociólogos. Visa-se também fazer uma contextualização de perspetivas teóricas e metodologias da Sociologia do Trabalho. Esta abordagem passa pela contextualização e análise dos movimentos operários e sindicais, das transformações técnicas e tecnológicas, da divisão social do trabalho e da emergência da sociedade de informação, bem como o surgimento de novos modelos de trabalho e de organizações. Será desenvolvida uma focalização nos saberes-fazer contemporâneos e nas ocupações e profissões.

Trabalho e emprego
Sociologia do Trabalho
Relações laborais
Recomposição do trabalho e das qualificações
Movimentos dos Trabalhadores

Conhecer os percursos teóricos e metodológicos da sociologia do trabalho.
Compreender os papéis profissionais dos sociólogos do trabalho e o seu âmbito de trabalho.
Identificar as principais relações entre o trabalho e as dinâmicas sociais.
Contextualizar as formas de recomposição de trabalho e emprego nas sociedades contemporâneas.
Articular e desenvolver as principais problemáticas em torno das qualificações, competências e grupos profissionais.
Conhecer as relações coletivas de trabalho e perspetivá-las do ponto de vista das sociedades atuais.



 

1.Trabalho e Sociologia: definição de conceitos e âmbito da disciplina;
2. Objeto, campo e métodos da sociologia do trabalho;
3.Sistemas de trabalho e formas de organização;
4. Mudanças tecnológicas e novos sistemas produtivos;
5. Transformação das relações laborais e emergência da sociedade de informação;
6. Recomposições do trabalho e emprego nas sociedades contemporâneas;  
7. Trabalho, tecnologia e inovação;  
8. Profissões, grupos profissionais e mercado de emprego;
9. Organizações dos trabalhadores e das entidades patronais – movimentos operários e sindicais, formas de negociação e participação



 

Almeida, Paulo Pereira (2012). Variações sobre o trabalho moderno. Lisboa: Editora Mundos Sociais

Capucha, Luís (2010). “Qualificar as pessoas, abrir as sociedades: prioridades para a erradicação da pobreza”, “Sociedade e Trabalho, 41, Lisboa, GEP-MTSS, pp. 41-58

Dias, Mónica Costa; Varejão José (2012), Estudo de avaliação das políticas ativas de emprego. Relatório final. Porto. Faculdade de Economia da Universidade do Porto

Estanque, Elísio (2008). “Classes, precariedade e ressentimento: mudanças do mundo laboral e novas desigualdades”. Configurações: Desigualdades Sociais, 1. 1-20

Estanque, Elísio (2008), Sindicalismo e movimentos sociais, JANUS 2008. Anuário de Relações Internacionais. Lisboa. UAL/Jornal Público, janeiro 2008, 184-185

Estanque, Elísio; Ferreira António Casimiro (2002), Transformação no mercado laboral e novos desafios no sindicalismo português, Revista Crítica de Ciências Sociais, pp. 151-159

Freire, João; Sociologia do trabalho. Uma introdução (2001), Porto, Edições Afrontamento.
Freire, João; Rego, Raquel e Rodrigues, Cristina (2014),  Sociologia do Trabalho. Um aprofundamento. Porto: Edições Afrontamento.

Freire, João (2009), Trabalho, emprego e cidadania. Revista Sociologia, nº 19, FLUP, Pág. 213-226
  http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/7209.pdf

Kovacs, Ilona (2006), Novas formas de organização do trabalho e autonomia no trabalho. Sociologia, Problemas e Práticas, nº 52, p. 41-65

Pedroso, Paulo (Coord.); (2005). Acesso ao emprego e mercado de trabalho – Formulação de Políticas Públicas no horizonte de 2013: Relatório Final. Faculdade de Economia Universidade de Coimbra.

Valadas, Clara (2013), Mudança nas políticas: Do (des)emprego) à empregabilidade, Revista Crítica de Ciências Sociais, 102, pp. 89-110
Standing, Guy (2014). O precariado. A nova classe perigosa. Lisboa: Edições Presença

Nota: na sala de aula virtual serão indicados recursos específicos para cada tema e disponibilizados os textos fundamentais de trabalho.



 

O regime de avaliação preferencial é o de avaliação contínua, constituída pela realização de 2/3 e-folios (trabalhos escritos em formato digital), ao longo do semestre lectivo, e de um momento final de avaliação presencial (p-fólio), a ter lugar no final do semestre, com peso de, respetivamente, 40% e 60% na classificação final. Os estudantes podem, no entanto, em devido tempo, optar um único momento presencial de avaliação, realizando, então uma prova de Avaliação Final (exame) com o peso de 100%.

Os estudantes inscritos nesta unidade curricular devem entrar na Plataforma Moodle: http://www.moodle.univ-ab.pt/moodle/, na respectiva turma virtual de e-learning..