Pensamento Crítico em Gestão
Código: 61055
Departamento: DCSG
ECTS: 6
Área científica: Gestão
Total de horas trabalho: 156
Total de horas de contacto: 15

– A unidade curricular visa promover alguns soft skills em Gestão através do fomento do pensamento crítico. Ao invés de pretender apetrechar os estudantes com conhecimento técnico adicional sobre a gestão, procura-se incentivar um pensamento e olhar pessoal sobre matérias que envolvem a gestão, através da leitura de textos para reflexão. A primeira parte incide na aprendizagem sobre como escrever um ensaio argumentativo e uma recensão crítica. Numa segunda parte é-se convidado a questionar o ambiente económico e social que contextualiza a prática da gestão. Mais concretamente discutem- se os limites ao crescimento económico, a proposta do decrescimento, um relato histórico sobre o embaratecimento de recursos essenciais (natureza, dinheiro, trabalho, cuidado, comida, energia e vida) que caracterizam a sociedade atual, e as alterações climáticas antropogénicas. Na terceira parte reflete-se sobre (i) as limitações cognitivas que levam ao enviesamento e excesso de confiança dos decisores; (ii) a contribuição da ciência económica para a compreensão da felicidade das pessoas, através do bem-estar subjetivo, e como alguns destes conceitos podem alterar a forma como se olha para a nossa organização social e económica; e (iii) a proposta de que a felicidade individual e coletiva é possível porque cada um de nós já tem e já é o suficiente.

argumentação
enviesamento
felicidade
decrescimento

Espera-se que o aluno ao concluir esta unidade curricular esteja capaz de:
• Elaborar uma recensão crítica;
• Compreender o conceito de argumento;
• Compreender o processo histórico que permitiu embaratecer recursos essenciais à vida humana;
• Reconhecer os limites que as teorias do decrescimento colocam ao meio empresarial e à sociedade;
• Capacidade em refletir sobre os efeitos das alterações climáticas antropogénicas;
• Discutir as razões porque os decisores enviesam tomadas de decisão;
• Discutir os desafios emergentes da economia da felicidade coloca;
• Refletir sobre uma proposta espiritual sobre a suficiência.
 

 1- O ensaio argumentativo
2- A recensão crítica
3- As alterações climáticas antropogénicas
  3.1- As causas do aquecimento global
  3.2- A mitigação e os impactos diferenciados das alterações climáticas
  3.3- Ética climática intergeracional
4- O embaratecimento da rede da vida
5- Decrescimento
  5.1- A impossibilidade do crescimento económico continuado
  5.2- A alternativa do decrescimento
  5.3- Limitações na aplicação do decrescimento
6- Enviesamento e confiança dos decisores
7- A felicidade: um contributo da economia comportamental
8- A suficiência
  8.1- Uma proposta da filosofia
  8.2- Uma proposta espiritual
 

Bibliografia de base
Botton, A. (2004) Status ansiedade. Dom Quixote. Cap. III 
Costanza, R., Kubiszewski, I., Giovannini, E., Lovins, H., McGlade, J., Pickett, K. E., ... & Wilkinson, R. (2014). Development: Time to leave GDP behind. Nature News, 505(7483), 283.
Guerra, J., Horta, A., Santos, M. D., Schmidt, L. (2019). Alterações climáticas - vulnerabilidades, desempenhos e perceções. In Ferrão, J., Delicado, A. (Eds.), Portugal Social em Mudança. Objectivos de desenvolvimento sustentável, pp. 37-45. Lisboa. Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
   
Hanh, T. N. (2018) A arte de viver. Amadora: Nascente. Cap.5.
Kahneman, D. (2012) Pensar, depressa e devagar. Temas e Debates. Caps. 1 e 24.
Latouche, S. (2006) O desafio do decrescimento. Instituto Piaget. Caps. 1 e 6.
Patel, R. & Moore, J. (2018) A história do mundo em sete coisas baratas. Editorial Presença. Introdução.
Santos, F. (2017) Implicações éticas das alterações climáticas. In M. Neves e V. Soromenho-Marques (Eds) Ética Aplicada: Ambiente. Lisboa: Edições 70.
Santos, F. (2012) Alterações Globais. Fundação Francisco Manuel dos Santos. Cap. 9.
Silva, R. (2011) Valores e felicidade no século XXI. Tese de doutoramento. ISCTE. pp.173-224
Weston, A. (1996) A arte de argumentar, Cap. VIII. Lisboa: Gradiva.
Filmografia de base:
"Before the Flood". https://www.youtube.com/watch?v=mRMu07sn88g&t=3316s
"Decrescimento". https://www.youtube.com/watch?v=Bx55gd82f8Y
"Status Anxiety". https://www.youtube.com/watch?v=OUz2oL0_ZwE
Bibliografia complementar
Bassham, G., Irwin, W., Nardone, H. & Wallace, J. (2008) Critical Thinking. McGraw Hill.
Daly & Farley (2004) Economia Ecológica. Instituto Piaget. Caps 1 e 2.
Davel, E. & Alcadipani (2003) Estudos críticos em administração: a produção científica brasileira nos anos 1990. RAE,43:4.
Fisher, A. (2011) Critical Thinking: an introduction. Cambridge.
Frey, B. (2009) Felicidade: uma revolução na economia. Gradiva.
 

E-learning

O regime de avaliação preferencial é o de avaliação contínua, constituída pela realização de 2/3 e-folios (trabalhos escritos em formato digital), ao longo do semestre letivo, e de um momento final de avaliação presencial (p-fólio), a ter lugar no final do semestre, com peso de, respetivamente, 40% e 60% na classificação final. Os estudantes podem, no entanto, em devido tempo, optar um único momento presencial de avaliação, realizando, então uma prova de Avaliação Final (exame) com o peso de 100%.

Boas competências na ótica do utilizador: Processador de texto, Internet.