Paradigmas Teoricos: Migrações e Multiculturalidades
Código: 42001
Departamento: DCSG
ECTS: 7
Área científica: Sociologia
Total de horas trabalho: 182
Total de horas de contacto: 36

Esta unidade curricular pretende perspectivar os principais paradigmas teóricos e debates sobre o fenómeno migratório e a realidade multicultural das sociedades contemporâneas. A abordagem proposta incluirá duas componentes fundamentais. A primeira introduz as principais correntes teóricas sobre os fenómenos migratórios e as relações inter-étnicas. A segunda componente pretende fornecer uma reflexão alargada sobre as diferentes concepções do multiculturalismo e do interculturalismo. Nesta parte, a análise recairá sobre as políticas multiculturais e interculturais, exemplificando, a partir de estudos de caso, quer as suas principais esferas de intervenção quer as suas potencialidades e limitações.

Migrações
Relações Interétnicas
Políticas de Integração
Multiculturalidade

1. Conhecer as diferentes perspectivas teóricas sobre os fenómenos migratórios e as relações inter-étnicas em contextos históricos específicos.
2. Identificar as principais problemáticas geradas em torno dos debates contemporâneos sobre o multiculturalismo, multiculturalidade, interculturalismo e interculturalidade.
3. Compreender os pressupostos teóricos e ideológicos subjacentes às políticas de integração implementadas no contexto europeu e norte-americano.
4. Refletir de forma crítica sobre as políticas interculturais em Portugal

1. Migrações, Comunidades e Etnicidade: Conceitos e Realidades
1.1. Fluxos migratórios e a formação de comunidades
1.2. Sociedades multiculturais e globalização
1.3. O Estado-nação e a diversidade cultural
1.4. Identidades e direitos de cidadania 
2. Relações Interétnicas. Paradigmas teóricos
2.1. Do Assimilacionismo ao Interculturalismo
2.2. As políticas do reconhecimento e os direitos das minorias
2.3. Integração, coesão social e diversidade cultural
3. Diversidade e as políticas de Integração nas sociedades contemporâneas. Estudos de Caso
3.1. Estados Unidos da América e o mito do “melting-pot”
3.2. As Políticas do Multiculturalismo no Canadá
3.3. Os modelos de integração nas sociedades multiculturais europeias
3.4. Portugal. Integração e o projeto político do interculturalismo

 

Castles, Stephen (2005), Globalização, transnacionalismo e novos fluxos migratórios: Dos trabalhadores convidados às migrações globais, Lisboa: Fim de Século.

Dervin, Fred, Anahy Gajardo e  Anne Lavanchy (eds.)       
(2011), Politics of Interculturality, New Castle upon Tyne: Cambridge Scholars Publishing.  Disponível em: http://www.c-s-p.org/flyers/978-1-4438-3365-3-sample.pdf
Horta, Ana Paula Beja (2013), “A Imigração em Portugal. Um contributo para o debate sobre políticas e práticas de integração”, Maria Lucinda Fonseca, Pedro Góis, José Carlos Marques e João Peixoto (orgs.) Migrações na Europa e em Portugal. Ensaios de homenagem a Maria Ioannis Baganha, Coimbra: Edições Almedina, pp. 227-250 – ISBN: 9789724051741.
 Kymlicka, Will (2012), Multiculturalism: Success, Failure and the Future,  Migration Policy Institute. Disponível em: http://www.migrationpolicy.org/pubs/multiculturalism.pdf
Reitz, Jeffrey, Raymond Breton, Daren Dion and Kenneth Dion (2009), Multiculturalism and Social Cohesion: Potentials and Challenges of Diversity. Springer Netherlands.Disponível em: http://www.springerlink.com/content/978-1-4020-9957-1
Santos, Boaventura  Sousa (org) ( 2004), Reconhecer para Libertar. Os caminhos do Cosmopolitismo Multicultural, Porto: Edições Afrontamento, pp.20-44.
Taylor, Charles (org.) (1994), Multiculturalismo: Examinando a Política de Reconhecimento. Lisboa: Instituto Piaget.
Zincone, G. et. al (orgs.) (2011), Migration Policymaking in Europe, IMISCOE Research, Amsterdam: Amsterdam University Press. Disponível em: http://oapen.org/search?identifier=401760;keyword=zincone

Disponibilidade online de bibliografia e webografia adicionais.

 

Regime de blended learning com uma componente presencial de 6h, sendo o restante curso ministrado online, com recurso a uma plataforma de e-learning.

A avaliação tem caráter individual e implica a coexistência de duas modalidades: avaliação contínua (60%) e avaliação final (40%). Essa avaliação será desenvolvida na aplicação de formas diversificadas, definidas no Contrato de Aprendizagem da unidade curricular.


Os estudantes devem possuir o acesso a um computador com ligação à internet, bem como competências no uso da internet e da plataforma Moodle. É, igualmente, necessário que os estudantes possuam conhecimentos da língua inglesa.