Memórias e Identidades
Código: 32016
Departamento: DCSG
ECTS: 7.5
Área científica: Ciências Sociais
Total de horas trabalho: 195
Total de horas de contacto: 25

Nesta unidade curricular analisam-se as ferramentas teórico-conceptuais ligadas aos estudos históricos e do Património. Assim, a partir da memória e dos seus lugares, percorrer-se-ão os caminhos da história e dos seus “actores”, questionando diferentes formas de precisar como se foi procurando precisar o(s) património(s), desde o material e imaterial, cultural e natural, histórico, arqueológico, etnológico, artístico, genético… Num último momento problematizar-se-á o modo como se foram contruindo diferentes memórias identitárias culturais, tendo em atenção o espaço tanto europeu como português.

1.Memória
2.História /Património
3.Identidade
4.Cultura

Nesta UC visa-se:
- Analisar criticamente os conteúdos ministrados;
- Reflectir sobre  a evolução do conceito de memória;
- Compreender sobre o modo como a História foi sendo historigrafada;
- Sistematizar como se foram descrevendo os diferentes “actores” históricos ;
- Discutir diferentes modelos a salvaguarda do Património de modo a desenvolver uma visão crítica das políticas patrimoniais;
- Problematizar o modo como se foram construindo diferentes identidades culturais.

Serão 4 os tópicos desenvolvidos nesta unidade curricular tópicos:
1. Da  Memória e dos seus lugares ;
2. Da História… da sua escrita…dos seus “actores”;
3. Questionando o(s)  Património(s );
4. Construindo Identidades culturais: da Europa e de Portugal.

Bibliografia e materiais disponibilizados na plataforma moodle:

 

Avelar, Ana Paula Menino, Veredas da Modernidade - Escrevendo o Mundo no Portugal de Quinhentos, Lisboa, Colibri, 2022.


AVELAR, Ana Paula- Do orientalismo de António Lopes Mendes nos escritos sobre O Oriente e a America… Práticas da História/Journal on Theory, Historiography and Uses of the Past ,10, 2020, pp.113-135. http://www.praticasdahistoria.pt/issues/2020/10/05_PDH10_Avelar.pdf
AVELAR, Ana Paula- Visões do Oriente-Formas de sentir do Portugal de Quinhentos, Lisboa, Colibri, 2003.
CANDAU, Joël - Mémoire et Identité. Paris: Presses Universitaires de France, 1998
CATROGA, Fernando - Memória, história e historiografia. Coimbra: Quarteto, 2001
CASTELS, Manuel - O poder da identidade. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2003
CUSTÓDIO, Jorge (coord. cient.) - 100 anos de Património: Memória e Identidade. Portugal 1919-2010. 2ª ed. Lisboa: IGESPAR, 2011
JOÃO, Maria Isabel - Memória e Império. Comemorações em Portugal (1880-1960). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian – Fundação para a Ciência e Tecnologia, Col. Textos Universitários de Ciências Sociais e Humanas, 2002
LE GOFF, Jacques, Memória, Lisboa, Imprensa Nacional -Casa da Moeda, 1984.
LOURENÇO, Eduardo- O labirinto da saudade –Psicanálise Mitica do destino Português, Lisboa, Gradiva, 2009.
MATOS, Sérgio, JOÃO, Maria Isabel (org.)-Historiografia e Res Publica nos últimos dois ´seculos, Lisboa, CHUL-CEMRI,2017, https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/34642/1/Historiografia%20e%20Res%20Publica%202017_Campos%20Matos.pdf
MOURA, Vasco Graça- A Identidade cultural Europeia, Lisboa, Fundação Manuel dos Santos, 2013.
RICOEUR, Paul - La mémoire, l´histoire et l’oubli. Paris: Éditions du Seuil, 2000
 
 

E-learning

A UC ancora-se no estudo, compreensão e reflexão individual e no trabalho colaborativo. A avaliação final pondera a avaliação contínua e somativa final. Nas instruções de cada actividade especificam-se os objectivos e procedimentos para debates e trabalhos individuais, avalia-se o domínio dos conceitos, a problematização e estruturação crítica e inovadora dos tópicos, a capacidade de síntese. Os trabalhos individuais são fichas de leitura, comentários, recensões, plano do trabalho de investigação individual final, relatórios de investigação. Em fóruns, visando o trabalho colaborativo, o estudante interage com os colegas e o professor, debate leituras, constrói sínteses, esclarece dúvidas. Avalia-se a identificação dos aspectos principais e acessórios, a problematização e relevância da argumentação. No final desenvolve-se o trabalho individual de investigação final avaliando-se a análise e enquadramento do tema, a utilização apropriada dos conceitos, a fundamentação teórica, a investigação, reflexão e problematização crítica. 

Os estudantes têm de ter acesso a um computador com ligação à Internet, ter um endereço de correio electrónico e, desejavelmente, possuir literacia informática na perspectiva do utilizador.
Esta unidade curricular é leccionada em língua portuguesa.
A bibliografia será em  português, castelhano, francês e inglês.