Departamento: DCSG
Área científica: História
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Ao longo desta unidade curricular analisar-se-ão as conjunturas do império português, desde o séc. XVII ao XIX, mapeando as suas evoluções, partindo do contexto da monarquia dual ao último quartel do séc. XIX. A par desta análise explicitar-se-ão os contextos de crise e sobrevivência imperial, tendo em atenção os equilíbrios (in)estáveis das relações coloniais, caracterizando os padrões coloniais que foram construídos num conjuntura de longa duração. Serão igualmente visadas as diferentes interações “globais”, atendendo-se às diferentes disputas imperiais que se desenharam nos séculos analisados. Por último, interpretar-se-ão os diferentes contactos culturais que se foram estabelecendo. Tal será conseguido através de estudos de caso que expressem as interações culturais estabelecidas por Portugal no espaço extra-europeu.
Colonialismo; Imperialismo; História Global
- Apresentar interpretações históricas críticas e fundamentadas de processos, acontecimentos e dinâmicas sociais, culturais, políticas, económicas e religiosas, em diferentes contextos espácio-temporais.
- Identificar, selecionar, analisar e interpretar fontes diversificadas, avaliando a sua credibilidade, contexto de produção e limites.
- Mobilizar métodos, conceitos e teorias da História para analisar continuidades, ruturas e interações entre civilizações, sociedades, culturas e sistemas de pensamento ao longo do tempo, à luz da diversidade humana.
- Analisar, valorizar e mediar bens patrimoniais e expressões artísticas nos seus contextos históricos, culturais e institucionais, contribuindo para a sua preservação, interpretação e divulgação.
- Interpretar criticamente práticas, discursos e sistemas religiosos em diferentes contextos históricos e culturais, avaliando o seu impacto na organização social, nas identidades coletivas e nas dinâmicas de poder.
- Estabelecer relações e comparações entre diferentes factos, agentes e contextos espácio-temporais.
- Organizar informação, estruturar problemas e construir argumentos sustentados, respeitando princípios éticos e de integridade académica.
- Comunicar conhecimento histórico de forma rigorosa, crítica e contextualizada, recorrendo a diferentes linguagens, formatos e suportes, adequados a públicos especializados e não especializados.
- Intervir de forma crítica e responsável em contextos socioculturais que mobilizam o conhecimento histórico, reconhecendo o papel da História na construção de identidades, memórias e patrimónios.
- Transferir e dinamizar conhecimentos históricos adaptados a diferentes contextos profissionais e socioculturais, potenciando uma participação cívica ativa e consciente.
Tocam-se 4 tópicos:
No 1º “ Das conjunturas do império português desde o séc. XVII ao XIX”, mapeiam-se as suas evoluções, partindo do contexto da monarquia dual ao último quartel do séc.XIX. No 2º “Da crise e sobrevivência imperial aos equilíbrios (in)estáveis das relações coloniais “caraterizam-se padrões coloniais numa longa duração. No 3º “Interações “globais”: diferentes disputas imperiais”, atende-se a vectores interpretativos dos ciclos imperiais, sinalizam-se centros e periferias, percorre-se a sobrevivência imperial nos espaços asiáticos, a consolidação de um império no espaço americano, o “império vacilante” nos espaços africanos. No 4º “Dos contactos culturais plurais: interacções, representações e permanências” atende-se à transmissão e contaminação de saberes, às imagens construídas das dinâmicas imperiais e às permanências culturais, através de estudos de caso que expressem as interações culturais estabelecidas em e por Portugal e no espaço extra-europeu.
Bibliografia de consulta obrigatória:
Avelar, A.P. (2022) Veredas da Modernidade…, Lisboa, Colibri.
Avelar, A.P. (2017) “Da tradução cultural e das suas \"faces orientalistas\", no discurso historiográfico em Portugal ( séculos XVI- XIX) reflexões em torno de um objeto” in Catarina Almeida e Marta Pinto, Oriente em tradução, Línguas, Literaturas e Culturas Asiáticas no Espaço Lusófono. Lisboa, Edições Húmus.
Bethencourt, F., Curto, D.R. dir.(2010)A Expansão Marítima Portuguesa, 1400-1800. Lisboa: Edições 70.
Bethencourt, F., Chaudhuri, K.dir. (1988)História da Expansão Portuguesa, 5vols.Lisboa: Temas e Debates.
Oliveira e Costa, J. P., Rodrigues, D., Oliveira, P. A., História da Expansão e do Império Português. Lisboa: Círculo dos Leitores.
Russell-Wood, A.J.R.(2016) O Império Português 1415-1808 . O Mundo em Movimento. Lisboa: Clube do Leitor
E-Learning
O regime de avaliação preferencial é o de avaliação contínua, constituída pela realização de 2 e-folios (trabalhos escritos em formato digital), ao longo do semestre letivo, e de um momento final de avaliação e-fólio Global (e-fólioG), a ter lugar no final do semestre, com peso de, respetivamente, 40% e 60% na classificação final. Os estudantes podem, no entanto, em devido tempo, optar um único momento de avaliação, realizando, então uma prova de Avaliação Final (exame) com o peso de 100%.