Departamento: DCSG
Área científica: História
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A análise dos vários pontos programáticos estabelecidos permitirá caracterizar aprofundadamente cada uma das produções artísticas egípcias bem como os seus elementos estruturantes. Ao mesmo tempo procurar-se-á articular e relacionar essas características com as condições naturais, políticas, sociais, económicas, culturais e mentais da civilização egípcia.
O estudo das várias manifestações artísticas egípcias contempladas no programa possibilitará o enquadramento da produção artística egípcia como uma fase do «caminhar artístico e mental da Humanidade».
Arte, Cultura, Património
- Apresentar interpretações históricas críticas e fundamentadas de processos, acontecimentos e dinâmicas sociais, culturais, políticas, económicas e religiosas, em diferentes contextos espácio-temporais.
- Identificar, selecionar, analisar e interpretar fontes diversificadas, avaliando a sua credibilidade, contexto de produção e limites.
- Mobilizar métodos, conceitos e teorias da História para analisar continuidades, ruturas e interações entre civilizações, sociedades, culturas e sistemas de pensamento ao longo do tempo, à luz da diversidade humana.
- Analisar, valorizar e mediar bens patrimoniais e expressões artísticas nos seus contextos históricos, culturais e institucionais, contribuindo para a sua preservação, interpretação e divulgação.
- Interpretar criticamente práticas, discursos e sistemas religiosos em diferentes contextos históricos e culturais, avaliando o seu impacto na organização social, nas identidades coletivas e nas dinâmicas de poder.
- Estabelecer relações e comparações entre diferentes factos, agentes e contextos espácio-temporais.
- Organizar informação, estruturar problemas e construir argumentos sustentados, respeitando princípios éticos e de integridade académica.
- Avaliar a relação de interdependência entre a geografia física e os recursos naturais do Egipto e o desenvolvimento das formas artísticas típicas da arte egípcia, identificando expressões dessa relação nas várias manifestações artísticas egípcias;
- Diferenciar as tipologias arquitetónicas egípcias, através da descrição das características estruturais e funcionais dos diferentes tipos existentes, exemplificando com casos concretos de cada uma dessas tipologias;
- Contrastar as técnicas de relevo praticada no antigo Egipto, justificando a sua aplicação técnica e estética em diferentes superfícies e contextos arquitetônicos;
- Descrever o processo técnico de produção escultórica em pedra, discriminando as sucessivas fases de elaboração desde o bloco bruto até ao acabamento final e os vários tipos de produções existentes;
- Comparar as características das escolas escultóricas egípcias, realçando as particularidades estéticas que distinguem a produção de cada um destes centros artísticos;
- Explicar o processo tecnológico da pintura, desde a preparação dos suportes e o fabrico de pigmentos (naturais e sintéticos) até à aplicação da técnica da quadrícula como método de proporção e composição;
- Analisar a linguagem visual egípcia, caracterizando os seus princípios e meios de expressão fundamentais e identificando os temas predominantes presentes na decoração de túmulos e templos;
- Descrever a evolução tecnológica da produção cerâmica, discriminando os diferentes processos de modelagem, os métodos de cozedura e o seu impacto direto na aparência e resistência das peças;
- Classificar exemplares cerâmicos por estilo e fase cronológica, utilizando critérios estéticos e decorativos para situar as peças nos diversos períodos da história egípcia;
- Analisar as dimensões simbólica, social e profilática da joalharia, justificando a importância das joias não apenas como adorno, mas como elementos de proteção (amuletos) e indicadores de estatuto no antigo Egipto;
- Descrever as etapas da cadeia produtiva da joalharia, desde a extração e seleção de matérias-primas (metais e pedras semipreciosas) até às fases finais de montagem e polimento;
- Justificar as razões que fizeram do Império Novo um período de inovação técnica no que diz respeito ao mobiliário, explicando as principais alterações estruturais e decorativas ocorridas neste período;
- Explicar as tipologias estabelecidas para a análise do mobiliário egípcio, caracterizando os exemplares mais representativos de cada uma e os seus materiais de construção predominantes.
I. Elementos estruturantes da arte egípcia
II. A arquitectura
III. A escultura
IV. A pintura
V. A cerâmica
VI. A joalharia
VII. O mobiliário
SALES, J. das C. (2007c). A pintura egípcia – entre convenções de representação e princípios de expressão gráfica: uma arte intelectual. Arte Pré-Clássica. Colóquio comemorativo dos Vinte Anos do Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa: Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, pp. 175-195;
______ (2013). Viver na Cidade. Hapi, (1), pp. 57-85;
______ (2014). A Concepção Antropológica Egípcia: Da Vida no Aquém à Existência no Além. Gaudium Sciendi, (6), pp. 131-164;
______ (2014). As colunas egípcias. Hapi, (2), pp. 107-131;
______ (2015b). Corpo e tempo – as imagens idealizadas da arte egípcia. digitAR – Revista Digital de Arqueologia, Arquitectura e Artes, (2), pp. 168-185;
______ (2015c). O mobiliário egípcio: a tecnologia da madeira. Hapi, (3), pp. 91-113;
______(2015e). Fortaleza de Buhen. Um Ponto Estratégico para o Egipto do Império Médio. Gaudium Sciendi, (8), pp. 73-97.
Nesta unidade curricular, o processo de aprendizagem é concebido de forma a proporcionar aos estudantes uma maior flexibilidade na gestão do tempo de estudo, encontrando-se sempre assegurado/garantido o acompanhamento científico-pedagógico e a interação com docentes, tutores e colegas.
As atividades desenvolvem-se predominantemente em ambiente online e de forma assíncrona, com recurso à plataforma de aprendizagem da Universidade Aberta. O modelo pedagógico adotado combina o estudo autónomo com a participação ativa em fóruns, debates, trabalhos e outras atividades que visam promover a consolidação e a aplicação prática dos conhecimentos. Estimula-se, assim, nos estudantes, a reflexão crítica, a partilha de experiências, a resolução de problemas e o desenvolvimento de competências relevantes para os seus percursos académicos, pessoais e profissionais.
Ao longo da unidade curricular, os estudantes têm acesso a recursos pedagógicos diversificados e dispõem do acompanhamento contínuo da equipa docente que garante orientação, apoio e feedback regular ao longo do processo de aprendizagem.
As metodologias de ensino e aprendizagem adotadas têm por base os princípios da autonomia, colaboração, inclusão e flexibilidade, permitindo conciliar o percurso de formação com as responsabilidades pessoais, familiares e profissionais de cada estudante.
Para conhecer melhor o Modelo Pedagógico da Universidade Aberta, consulte: https://portal.uab.pt/modelo-de-ensino/
A avaliação nesta unidade curricular é concebida para apoiar a aprendizagem dos estudantes ao longo do semestre, valorizando não apenas os resultados alcançados, mas também o processo de construção do conhecimento.
As atividades (formativas e sumativas) visam promover a reflexão crítica, a aplicação prática dos conteúdos, a participação ativa e o desenvolvimento de competências relevantes para o percurso académico e profissional dos estudantes.
A avaliação pode integrar diferentes modalidades e instrumentos, incluindo atividades individuais e colaborativas, trabalhos escritos, projetos, apresentações, participação em fóruns e provas de avaliação, de acordo com o estabelecido no Plano da Unidade Curricular.
Os critérios de avaliação, as atividades previstas e a respetiva ponderação são apresentados no início da unidade curricular, garantindo transparência no processo avaliativo e permitindo aos estudantes organizar o seu percurso de aprendizagem de forma informada e consciente.
A Avaliação sumativa é composta por três atividades, sendo duas assíncronas e elaboradas ao longo do semestre e uma síncrona, a qual tem lugar no final do semestre. A primeira atividade assíncrona é cotada para 3 valores e a segunda para 5 valores, ambas realizadas na plataformAbERTA; a atividade síncrona é cotada para 12 valores, sendo realizada na plataforma de avaliação em uso na UAberta.
A Avaliação desta unidade curricular corresponde ao estabelecido no Modelo Pedagógico (Tipologia 1).