Animação e Expressões Artísticas
Código: 11004
Departamento: DEED
ECTS: 6
Área científica: Ciências da Educação
Total de horas trabalho: 156
Total de horas de contacto: 15

A UC de Animação e Expressões Artísticas foca-se na problemática da interação entre os universos formais e informais de educação, de arte e de cultura, entendidos como espaços potenciais de criatividade e de desenvolvimento pessoal e comunitário, particularmente através do contributo das linguagens e dos instrumentos da animação recreativa, cultural e artística.
Os conceitos centrais de escola e de território educativo e cultural lato sensu, de comunidade e de animação, balizam a fundamentação, a conceção, a implementação e a avaliação de projetos orientados para populações e grupos, em função de necessidades e de aspirações devidamente contextualizadas e identificadas como objetivos e percursos de desenvolvimento e de aprendizagens.

Educação
Animação
Arte
Cultura e Aprendizagens

No final desta UC o estudante deverá ser capaz, de
  1. Fundamentar práticas de animação e intervenção – como busca de uma trajetória de inspiração para a ação de animar e de intervir com compreensão, capacidade de relação dialógica empática, espontânea e criativa, ajustada às pessoas do lugar, visando a sua satisfação e bem estar;
  2. Conceber práticas de animação e intervenção – como configuração e mapeamento de “viagens” de ArteNautas criadores de utopias em devir;
  3. Implementar práticas de animação e intervenção – como realização in loco “aqui e agora”, do “fogo sagrado da ação”, apoiado numa pedagogia de situação flexível e, ao mesmo tempo, visionária de (im)possíveis ajustados ao contexto;
  4. Retroagir e Avaliar – os roteiros das experiências e projetos de animação, considerando a retroatividade dos acolhimentos, do impacto dos níveis de participação das populações envolvidas, bem como da sua relevância educativa, artística e cultural.

Na UC Animação e Expressões Artísticas são trabalhadas as seguintes temáticas, numa perspetiva de práticas criativas com pessoas, as quais se apoiam e se inspiram na realidade tangível do mundo da diversidade e da multiculturalidade de todos os estudantes. O dispositivo expressivo e comunicacional é mediado por uma comunidade virtual de aprendizagens, a qual busca a inscrição personalizada e construtivista de todos os estudantes, numa partilha do seu próprio processo formativo como viagem autobiográfica:
Tema 1: O SUJEITO QUE EDUCA EDUCANDO-SE.
Questão orientadora: – Como e porquê interpelo o Sujeito e cidadão educador e animador que habita em mim?
 
Tema 2: PERFIL DO ANIMADOR DE EXPRESSÕES ARTÍSTICAS.
Questão orientadora: – Que características e que tendências identifico no meu perfil de animador que podem ser moduladas, desenvolvidas e aperfeiçoadas?
 
Tema 3: ESCOLA E TERRITÓRIO EDUCATIVO-CULTURAL.
Questão orientadora: – Em que contextos, com que meios e com que grupos populacionais eu preparo os meus projetos de animação?
 
Tema 4: ANIMAÇÃO E COMUNIDADE
Questão orientadora: – Com que fundamentos inspiradores e guião teórico-concetual eu preparo os meus projetos de animação?
 
Tema 5: CONCEPÇÃO, IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE PROJETOS DE ANIMAÇÃO ARTÍSTICA
Questão orientadora: – Com quem? Para quem? Como? Com que objetivos e sentidos concebo, implemento e avalio os projetos de animação através das expressões artísticas?
O processo formativo em Animação e Expressões Artísticas aponta para o contato e a experimentação, a convocatória da via da espontaneidade e da liberdade, da criatividade e da busca da inovação como desejo de construção, através da tangibilidade e adaptabilidade dos processos em situação, acompanhados da auscultação e participação das pessoas, da reflexão e da partilha de experiências desenvolvidas em contextos sócio-culturais e ambientais diversificados. Trata-se de uma área que abre e amplifica os espaços de possibilidades através de uma pedagogia de situação in loco, da animação e da intervenção cultural e artística.
Neste sentido atribui-se uma relevância especial do processo formativo à inscrição autobiográfica de cada um dos estudantes, mobilizando a sua experiência corpórea de contato com a realidade, ela própria tornando-se geradora da ação indutora de animação e intervenção, a qual não pode confinar-se, apenas, ao universo mediado pelo digital online e em rede. A formação nesta área do conhecimento constitui um desafio singular quer para o professor e animador, quer para o estudante do ensino a distância numa ótica construtivista de uma comunidade virtual de aprendizagens que se gera e expande na/com a realidade tangível.
De facto, há objetos de estudos, como é o caso da Animação e Expressões Artísticas ligadas às competências, atitudes e valores de intervenção, que não podem construir o seu roteiro de viagens formativas confinando-se a uma comunicação redundante e em exclusividade, mediada, apenas, pelo écran digital e online. A realidade formativa apresenta-se como bem mais complexa e interpelante. Ela é bem mais desafiadora e indutora de criatividade do que um mero e apologético discurso argumentativo e persuasivo condizente com uma leitura que traduz uma unicidade totalitária do ensino exclusivamente online.
Assim sendo, desafiam-se os estudantes para se apropriarem e integrarem dos territórios artísticos, educativos e culturais das suas proximidades vivenciais, de modo a que neles se inspirem para a contextualização dos seus próprios processos de animação artística e cultural stricto sensu e/ou lato sensu. Os exemplos de territórios de vida personalizada e da família, do vizinho e da comunidade, da região e do país, da fronteira de cá e de lá, do mundo e do cosmos, constituem geografias potenciais para a animação e intervenção das expressões e linguagens artísticas. É através do exercício deste olhar sensível e corpóreo, experimental e interativo, criativo e capaz de gerar viagens reais e ficcionais de expansões poéticas-artísticas (in)finitas, que se desafiam possibilidades de intervenção nos territórios que vão do imediatamente tangível e à mão, ligando-os aos imediatamente acessíveis através dos meios electrónicos e online.
As competências, as atitudes e os valores que constituem metas de chegada nesta viagem formativa dos estudantes serão, assim, incrementados através da convergência deste olhar que se transforma em desejo de uma cartografia que se assume como utopia de possibilidades, afinal inerentes à natureza e aos processos formativos de Animação e Expressões Artísticas, onde a prática poética-artística dos processos, mas também dos resultados, se configura como desafio e projeto de transformação humana e qualidade de vida.
Na UC AEA, propõe-se uma viagem laboratorial que deverá ser co-participada criativamente, a qual deverá integrar uma dimensão personalizada e autobiográfica que se reforça, aprofunda e enriquece com/no caminho.

ALEXANDRINO, Teresa (2014). Projeto CIV Young Storytellers: estudo exploratório de uma investigação-ação no Colégio Internacional de Vilamoura. Dissertação de Mestrado em Arte e Educação. Lisboa: Universidade Aberta.
MARTINS, Amílcar (2002; 2009). Didática das Expressões. Lisboa: Universidade Aberta.
MARTINS, Amílcar & ALEXANDRINO, Teresa (2014). ArteNautas: Um Perfil de Intervenção para Animadores e Arte-Educadores. In J. D. Pereira, M. F. Vieites, & Sousa Lopes, M. (Coords). As Artes na Educação, pp 245-252. I Congresso Internacional «As Artes na Educação», Amarante 14, 15 e 16 de novembro 2014. Chaves: INTERVENÇÃO – Associação para a Promoção e Divulgação Cultural. ISBN 978-989-97571-6-5
MARTINS, Amílcar (autor); ANTUNES, Elisa (realizadora); & RIBEIRO, Teresa (tecnóloga) (2008). Arte e Educação: A Magia da Palavra. Lisboa: Universidade Aberta. Duração: 40' 01''. http://zappiens.pt/Z2787
MARTINS, Amílcar (autor); ANTUNES, Elisa (realizadora); & RIBEIRO, Teresa (tecnóloga) (2009a). Arte e Educação: A Magia da Música. Lisboa: Universidade Aberta. Duração: 46'. http://zappiens.pt/video.php?id=2788
MARTINS, Amílcar (autor); ANTUNES, Elisa (realizadora); & RIBEIRO, Teresa (tecnóloga) (2009b). Arte e Educação: A Magia da Expressão Plástica. Lisboa: Universidade Aberta. Duração: 40'. https://vimeo.com/93977482
MARTINS, Amílcar e MACARA, Ana (autores); ANTUNES, Elisa (realizadora) e RIBEIRO, Teresa (tecnóloga). (2011). Arte e Educação: A Magia da Dança. Lisboa: Universidade Aberta. Filme. Duração: 45'. http://zappiens.pt/Z2786
PINTO, Espiga (realizador) e MARTINS, Amílcar (Ator e ArteNauta). (1977). Espaço Arte – Oficina do Espiga (6º episódio). Lisboa: Rádio Televisão Portuguesa. Filme. Duração: 25'. https://www.youtube.com/watch?v=tm839BW9KUU
ROBINSON, Ken (2010). O Elemento. Porto: Porto Editora.
WALLENSTEIN, Madalena (Coord); PEDRO, Rita; SILVESTRE, Ana; TEATRO DO SILÊNCIO et al. (2014). Se não havia nada, como é que surgiu alguma coisa? (Nuno, 8 anos). Prefácio: José Gil. Lisboa: Centro Cultural de Belém, Fábrica das Artes – Projeto Educativo.
 WALLENSTEIN, Madalena (Curadoria); GOMEZ-MARIN, Alex; PEREIRA, Ana; COSTA, Gil; VICENTE, Maria Inês; GOUVÊA, Thiago. (Neurocientistas); VASCONCELOS, Catarina; RAPOSO, Filipe; ANJO, Sara; GENTIL, Teresa; BARBOSA, Tiago (Artistas). (2015). Raízes da Curiosidade – Tempo de Ciência e Arte. Prefácio: António Damásio. Lisboa: Centro Cultural de Belém, Fábrica das Artes – Projeto Educativo; Fundação Champalimaud. Contém 2 filmes realizados por Cláudia VAREJÃO: 1 – Semear o Tempo; II – Raízes da Curiosidade.
 

E-learning.

O regime de avaliação preferencial é o de avaliação contínua, constituída pela realização de 2/3 e-folios (trabalhos escritos em formato digital), ao longo do semestre letivo, e de um momento final de avaliação presencial (p-fólio), a ter lugar no final do semestre, com peso de, respetivamente, 40% e 60% na classificação final. Os estudantes podem, no entanto, em devido tempo, optar um único momento presencial de avaliação, realizando, então uma prova de Avaliação Final (exame) com o peso de 100%.