Liderança e Inovação Pedagógica
Código: 12079
Departamento: DEED
ECTS: 8
Área científica: Ciências da Educação
Total de horas trabalho: 208
Total de horas de contacto: 45

O conceito de liderança tem vindo a assumir diversos sentidos, consoante os contextos socioculturais e estruturais em que é aplicado. Os desafios que se colocam hoje aos atores educativos, que desempenham cargos de liderança, exigem respostas inovadoras e diversificadas.

O objetivo de estudo desta unidade curricular insere-se no universo da liderança nas escolas e, em particular, da liderança do professor e da inovação pedagógica. Tomando como pressuposto o poder catalisador do professor líder, aprofundar-se-ão, em primeiro lugar, as múltiplas abordagens conceptuais sobre líderes e liderança pedagógica. Seguidamente, explorar-se-ão os princípios pedagógicos subjacentes a uma inovação pedagógica para a liderança e sua aplicabilidade no contexto real em sala de aula.

Liderança educativa

Liderança dos professores

Lideranças Intermédias

Perfis de liderança

Mudança em educação

Inovação Pedagógica

C1 - Realizar estudos de análise crítica sobre diferentes modelos e tipos de liderança educacional;

C2 - Escrever sínteses sobre tópicos de liderança educacional e orientar discussões sobre esses tópicos, de modo fundamentado;

C3 - Posicionar-se face a diferentes conceções e tipos de liderança educacional

C4 - Problematizar os modos de gestão e administração escolar instituídos;

C5 - Capacitar os estudantes para assumir papéis de liderança e de gestão de equipas educativas, em resposta a necessidades e projetos identificados com a missão da organização;

C6 - Identificar tendências no domínio da liderança educacional e mudança em educação.

No âmbito desta unidade curricular, abordar-se-ão as seguintes temáticas:

1. Liderança educacional

a. Conceito de liderança

b. Modelos e tipos de liderança educacional

2. Conceitos-chave que sustentam a Liderança educacional

a. Estruturas e papéis no seio das organizações educativas

b. Cultura organizacional e liderança distributiva

c. Liderar e gerir de forma colaborativa

d. Lideranças intermédias (“Middle leaders”; “Subject Leadership”) e o professor como líder (“Teachers as leaders”)

 3. Liderança e cultura de mudança

a. Liderar numa cultura de mudança

b. As cinco componentes da liderança para uma cultura de mudança (FULLAN)

i. Objetivo moral

ii. Compreensão da mudança

iii. Desenvolvimento e construção das relações

iv. Criação e partilha de conhecimento

v. Prática de coerência

Barroso, J (2005). Políticas educativas e organização escolar. Universidade Aberta. 

Bolivar, A. "Los centros educativos como organizaciones que aprenden: una mirada critica"

Bush, T. (2008). “Models of educational leadership” in Tony Bush (2008). Leadership and management development in education. Sage Publications. Capítulo 2

Busher, H. (2006). “Leading purposeful change in schools: people, power and culture” in Hugh Busher (2006). Understanding educational leadership. People, power and culture. Open University Press.

Caixeiro, C. A., Verdasca, J. & Estêvão, C. V. (2018). Liderança e cultura organizacional: O impacto da liderança do diretor na(s) cultura(s) organizacional(ais) escolar(es). In Grave-Resendes, Lídia; Bastos, Glória; Oliveira, Isolina, coord. - Lideranças e inovação em contextos educativos [Em linha]. Lisboa: Universidade Aberta, 2018. 

Costa, E. (2017). Processos de liderança pedagógica e reconfiguração e reconfiguração organizacional – o desafio ao diretor. Alargamento da Escolaridade Obrigatória: Contextos e Desafios. Conselho Nacional de Educação. 

Costa, J. A. e Castanheira, P.  (2015). A liderança na gestão das escolas: contributos de análise organizacional. Revista Brasileira de Política e Administração da Educação - Periódico científico editado pela ANPAE 31(1):13-44

Fullan, Michael (2003). Liderar Numa Cultura de Mudança. Edições Asa.

Fullan, Michael (2016). “The meaning of educational change” in Michael Fullan, The new meaning of educational change, 39-53, Routledge.

Lieberman, A & Miller, L (2005), "Teachers as Leaders", The Educational Forum, volume 69, Winter 2005, pp. 151-162.

Matos, B. & Grave, L. (2018). Conceito de liderança e de líder. Lideranças e Inovação em Contextos Educativos. Universidade Aberta. Capítulo 1. 

Ololube, N. P. (2015). A Review of Leadership Theories, Principles and Styles and Their Relevance to Educational Managemen. In Management 2015, 5(1): 6-14

Torres, L. L. (2007). Cultura organizacional escolar: apogeu investigativo no quadro de emergência das políticas neoliberais, Educação e Sociedade, Campinas, vol. 28, n. 98, p. 151-179, jan./abr. 2007.

As metodologias de ensino propostas para esta UC foram estruturadas por forma a assegurar a coerência entre estas, os objetivos de aprendizagem e as competências a adquirir e as metodologias de avaliação. 

Assim sendo, a UC foi delineada com base numa sequência de atividades e sessões que integram fases de trabalho autónomo por parte dos estudantes, com base nos materiais disponibilizados; momentos de interação diversificados, intra-turma, intra-pequenos grupos de estudantes e momentos de interação com o professor. Integrará momentos de aprendizagem autónoma, baseada em recursos diversos (textos, vídeos, casos), de experiências de aprendizagem guiadas pelo professor e de experiências colaborativas.

Considerando o contexto em que esta UC será desenvolvida, com a frequência de estudantes geograficamente dispersos (inclusivamente em zonas horárias distintas), e com uma necessidade de flexibilidade temporal, haverá uma assincronidade contínua ao longo de toda a unidade curricular, proporcionando ao estudante facilidade e flexibilidade no processo de aprendizagem. Ao longo da UC procurar-se-á atender aos modos de apropriação individual dos estudantes e aos ritmos desejáveis de interação entre professor e estudantes e entre os próprios estudantes.

Haverá uma assincronidade contínua ao longo de toda a unidade curricular, proporcionando ao estudante facilidade e flexibilidade no processo de aprendizagem.

As atividades iniciam-se, geralmente à Segunda-feira e terminam no Domingo às 23:58, com algumas exceções devidas a períodos de férias ou dias feriados. No caso desta unidade curricular, o trabalho será desenvolvido por temáticas de dimensão temporal variada; a duração de cada atividade varia, consoante a natureza da mesma e de acordo com os objetivos, conteúdos e as competências a desenvolver. Para cada temática será proposto uma série de leituras e respetivas atividades, a metodologia de trabalho e a calendarização.

A avaliação das aprendizagens, nesta unidade curricular, terá por base: (1) A avaliação contínua baseada na participação nas discussões em grupo; (2) A avaliação decorrente de pequenas produções/reflexões, individuais ou de grupo; e (3) A realização de um trabalho individual sobre uma temática a definir (entre o estudante e o professor).

A avaliação final da unidade curricular resulta da soma da avaliação contínua (60%) e da avaliação final (40%), de carácter individual.

1. Avaliação Contínua (60%)

Trabalhos individuais e entre pares

Participação em trabalhos de grupo.

Participação nas discussões em fórum.

2. Avaliação Final (40%)

Trabalho final individual

A classificação final da unidade curricular será expressa numa escala de 0 a 20 valores e resulta da soma das classificações obtidas, através da seguinte ponderação: (1) Participação nas discussões 30% (6 Valores); (2) Produções individuais ou de grupo 30% (6 Valores); e, trabalho final 40% (8 Valores). A aprovação no módulo implica uma classificação igual ou superior a 10 valores.

Critérios de Avaliação:

a) Participação nas discussões

As discussões assíncronas possibilitam que cada estudante contribua quando o entender. No entanto, é esperado que cada estudante participe, pelo menos uma vez, em cada uma das sessões organizadas (quer em equipa quer gerais)

b) realização de trabalhos

Tendo por base os textos fornecidos, alicerçados nas leituras efetuadas e na experiência pessoal, os alunos irão efetuar pequenos trabalhos (produções/ reflexões) subordinados à proposta apresentada e devidamente enquadrados nos conteúdos programáticos para o efeito estabelecidos.

Na análise dos trabalhos individuais serão utilizados os seguintes critérios: (1) revela espírito de síntese; (2) evidencia a identificação das ideias nucleares; (3) articula com coerência; (4) mobiliza vários autores na análise; e (5) questiona posições pessoais face às leituras efetuadas.