Departamento: DCSG
Área científica: História
Total de horas de contacto: 40
Esta Unidade Curricular visa levar os mestrandos a compreender como ao longo de vários períodos históricos se formularam os diálogos interculturais e inter-religiosos; a analisar criticamente os conteúdos ministrados; a refletir sobre a evolução das fronteiras conceptuais; explicar diferentes “Reformas” como espaços de diálogo e confronto; debater Portugal num espaço “entre” atendendo a alguns estudos de caso e problematizar a importância do diálogo intercultural e inter-religioso.
Reformas religiosas
Interculturalidades
Diásporas
Sincretismos
Diálogos inter-religiosos
- Aplicar a utensilagem concetual, teórica e metodológica inerente ao estudo da cultura e da religião aos trabalhos/estudos a realizar;
- Formular criticamente explicações e interpretações históricas de fenómenos e processos culturais e religiosos através da sua comparação e diferenciação;
- Formular, analisar e explicar criticamente um problema histórico concreto, a partir da informação disponível com recurso a teorias e conceitos válidos, de modo a alcançar explicações historicamente significativas;
- Expressar-se oralmente e/ou por escrito de forma consistente, clara e eficaz, abordando problemas e/ou interpretações debatidas pela historiografia e apresentando estruturadas propostas de resultados;
- Intervir empenhadamente como cidadão particularmente informado nas áreas temáticas consideradas no estudo aprofundado realizado;
- Analisar os desafios sociais contemporâneos na sua dimensão histórica-cultural-religiosa, nomeadamente a dimensão secular, laica e o papel da mulher, com respeito e observância pelos direitos humanos e pelos diálogos interculturais e inter-religiosos;
- Desenvolver trabalho autónomo e/ou colaborativo de acordo com princípios de integridade académica.
1. Em torno de uma Interculturalidade e de um diálogo inter-religioso.
1.1. Fronteiras conceptuais e a sua evolução.
1.2. “Geografias” de um contacto ao longo dos séculos.
1.3. Horizontes fraturados.
2. As “Reformas” como espaço de diálogo e de confronto.
2.1. Dimensões socioculturais e religiosas.
2.2. Epifanias de uma modernidade.
2.3. Impactos e consequências.
3. Portugal num espaço “Entre”: Da Europa para os outros espaços.
3.1. O encontro com a alteridade e a[s] diáspora[s] religiosa[s].
3.2. O Orientalismo como busca de sincretismos culturais e religiosos.
3.3. A busca da sabedoria como chave de um diálogo: O confucionismo em questão.
- André, José Maria (2012). “Potencialidades, limites e operadores do diálogo inter-religioso face ao diálogo intercultural” in Revista Filosófica de Coimbra, n. 42, pp. 499-540 https://www.uc.pt/fluc/dfci/public_/publicacoes/potencialidades
- App, Urs (2010) The Birth of Orientalism. Pennsylvania Press.
- Avelar, Ana Paula (2019) “Charles Ralph Boxer” in Pinto, Marta Pacheco (coord.), A Participação Portuguesa nos Congressos Internacionais de Orientalistas (1873-1973) - Textos e Contextos. Humus, pp. 531-537.
- Eyre, Carlos M. N. (2016). Reformations -The Early Modern Word, 1450-1650. Yale University. https://archive.org/details/reformationsearl0000eire
- Mungello, D. E. (1989). Curious Land -Jesuit Accommodation and the origins of sinology. University of Hawaii Press.
- Roszack, Theodore (1969) The making of a counterculture: reflections on the technocratic society and its youthful opposition. Anchor Books. https://archive.org/details/themakingofacult0000unse/page/n5/mode/2up
- Sen, Amartuya (2005). The Argumentative India – Writings on Indian History, culture and Identity.Penguin. https://ia803109.us.archive.org/17/items/TheArgumentativeIndian_201805/The%20Argumentative%20Indian.pdf
- Shen Vincent, Oxtoby, Willard (2004). Wisdom in China and the West. The Council for Research in Values and Philosophy.
- Taylor, Charles (1989) Sources of the Self – The Making of Modern Identity. https://philpapers.org/archive/BRETMO-12
________- (2007.) A Era Secular. Instituto Piaget.
Todo o trabalho desenvolvido no âmbito da unidade curricular conducente à concretização dos objetivos estipulados tem lugar de forma assíncrona.
E-learning.
A avaliação assume preferencialmente um carácter individual e é composta por três atividades sumativas assíncronas: duas realizadas ao longo do semestre (60%) e uma no final do semestre (40%), perfazendo no total 20 valores. A natureza e ponderação específica das atividades encontram-se definida no Contrato de Aprendizagem da unidade curricular (Tipologia 3 do Modelo Pedagógico).
Os mestrandos têm de ter acesso a um computador com ligação à Internet e, desejavelmente, possuir literacia informática na perspetiva do utilizador. É exigido o domínio académico da língua portuguesa, bem como conhecimentos de inglês, francês, espanhol e italiano a nível da compreensão na leitura de textos académicos das áreas científicas do curso (nível B2 do QECR).